Segunda, 30 Janeiro 2012 14:38
Escrito por Insolvência
Se no resto do país as acções de insolvência tiveram um aumento considerável durante o ano de 2011, Braga é apontado como uma excepção uma vez que o distrito teve um aumento das insolvências de apenas 1%. Segundo o ‘Estudo anual de insolvências, créditos vencidos e constituições de empresas’ recentemente publicado pela Coface Portugal, no ano passado foram 837 as empresas do distritos de Braga declaradas insolventes, mais 10 (1%) do que 2010.
De acordo com a mesma fonte, o facto de Braga ter mantido o nível de insolvências está associado “à continuidade da melhoria competitiva da Fileira da Moda (Têxtil e Vestuário), que representou 25,9% do seu total de insolvências”. Das 837 insolvências, 217 referem-se precisamente a empresas da Fileira Moda (157 de indústria de vestuário e 50 de fabricação de têxteis) No sector do Comércio foi declarada insolvência a 224 empresas: 115 de comércio a retalho (excepto de veículos automóveis e motociclos); 85 de comércio por grosso; e 24 de comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos). Destaque ainda para a Fileira Lar/Construção/Imobiliário, com 220 empresas a ser declaradas insolventes. Destas, destaca-se a insolvência de 94 empresas de construção de edifícios/ promoção imobiliária e 45 de actividades especializadas de construção.
Ainda em Braga, foram 43 as empresas a fechar portas na Fileira Alimentar, o grosso das quais (43) na área da restauração e similares. De realçar também a insolvência de 16 empresas da área da Logística (transportes terrestres e transportes por oleodutos ou gasodutos). Na Fileira Turismo, Lazer e Cultura, foram apenas duas as empresas insolventes: uma agência de viagens/operador turístico e uma ligada ao alojamento. O distrito de Braga manteve a mesma taxa de incidência de 2,1% de insolvências no total de empresas.
Fonte: in Correio do Minho
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